Goulash (ensopado de carne com páprica)

Foto: Asif Masimov · CC BY 3.0

Goulash (ensopado de carne com páprica)

O prato nacional da Hungria — carne bovina e legumes cozidos lentamente com páprica húngara doce. Nasceu como o ensopado de caldeirão dos vaqueiros ("gulyás"). Intenso de páprica e, com batatas, uma refeição farta numa tigela só.

Ingredientes

5porções
  • Carne bovina (músculo/acém) · em cubos do tamanho de uma mordida600 g
  • Cebola · picada grosseiramente2 unidade
  • Páprica húngara · doce, seja generoso3 colher de sopa
  • Batatas · em pedaços grandes2 unidade
  • Cenoura1 unidade
  • Pimentão · picado1 unidade
  • Tomate · ou 1 colher de sopa de extrato de tomate1 unidade
  • Alho · picado3 dente
  • Sementes de alcaravia · se tiver1 colher de chá
  • Óleo ou banha2 colher de sopa
  • Caldo ou água1 L
  • Sal e pimenta-do-reino1 a gosto

Modo de preparo

  1. Numa panela pesada, cozinhe a cebola no óleo em fogo baixo, devagar, até ficar bem dourada (10 minutos ou mais).

    ⏲ 12 min
  2. Abaixe o fogo, junte o alho e a alcaravia, depois a páprica, e mexa só 30 segundos — não deixe queimar ou ela fica amarga.

    ⏲ 30 s
  3. Junte a carne imediatamente e mexa para envolvê-la na páprica — os sucos dela impedem que a páprica queime —, depois acrescente o tomate (ou o extrato).

    ⏲ 5 min
  4. Despeje caldo suficiente para mal cobrir, tampe e cozinhe em fervura branda por 1-1,5 hora, até a carne ficar macia.

    ⏲ 75 min
  5. Junte as batatas, a cenoura e o pimentão; cozinhe mais 20-25 minutos, até os legumes ficarem prontos.

    ⏲ 22 min 30 s
  6. Tempere com sal e pimenta-do-reino e sirva com pão ou csipetke (bolinhos de massa beliscados).

Variações

  • Gulyásleves (sopa): Mais caldo para uma sopa rala — a forma mais comum.
  • Pörkölt: Menos líquido para um ensopado espesso, servido sobre arroz ou galuska.
  • Com csipetke: Bolinhos de farinha beliscados à mão jogados na panela.
  • Picante: Acrescente páprica picante ou pimenta-cereja para dar um toque.

Dicas

  • Cozinhe bem as cebolas para ter doçura e profundidade — não apresse.
  • Coloque a páprica longe do fogo alto e toste só um instante; queimá-la deixa tudo amargo.
  • A páprica doce húngara é o sabor central — use-a fresca e com generosidade.
  • Cozinhe a carne em fogo baixo e devagar até ficar macia (músculo ou acém são ideais).
  • Uma pitada de alcaravia dá aquele aroma tipicamente húngaro.
Mais detalhes e os porquês (4)
  • A páprica, o ingrediente em que este prato se apoia, é uma fruta seca, não uma semente de especiaria. É por isso que ela se comporta como se comporta: tem açúcar de verdade, então queima e amarga muito mais rápido que uma especiaria de semente, e a cor dela é um carotenoide lipossolúvel, então precisa de gordura para soltar essa cor. Fogo baixo por causa do açúcar, na gordura por causa da cor.
  • E ela entra às colheradas, o que faz dela o corpo do molho além do sabor. Não há roux nem amido nesta panela. O que engrossa é a cebola cozida até sumir mais os sólidos da própria fruta da páprica — nada foi acrescentado e mesmo assim engrossou (engrossar molhos). Use-a como uma pitada de tempero e o ensopado fica ralo e pálido, além de sem graça.
  • É por isso que a cebola vem primeiro e devagar. Dez minutos de fogo baixo não são delicadeza, são de onde vêm a doçura e a maior parte do corpo (dourar), e isso também deixa uma panela cheia de gordura e cebola macia para a páprica cair, em vez de metal quente e nu.
  • Trinta segundos, depois líquido. Especiaria moída em gordura quente leva mais ou menos isso (despertar as especiarias), e aqui o caldo é o freio: ele derruba a panela para baixo do ponto de queima e fixa a cor no molho. Já a páprica colocada depois do líquido nunca chega a soltar a cor.

Os fundamentos por trás deste prato

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