Sundubu jjigae (ensopado de tofu macio)

Foto: Ser Amantio di Nicolao · CC BY-SA 4.0

Sundubu jjigae (ensopado de tofu macio)

Um ensopado borbulhante, servido na panela de barro, de tofu macio e sedoso num caldo picante de óleo de pimenta, com um ovo quebrado por cima no fim. Conforto numa só panela quente, feito para acompanhar uma tigela de arroz.

Ingredientes

2porções

Modo de preparo

  1. Pique a carne de porco; pique bem a cebola, a abobrinha e o shiitake. Corte a cebolinha em fatias finas.

  2. Numa panela de barro, aqueça o óleo e refogue a carne com o gochugaru e o alho em fogo médio, para soltar o óleo de pimenta.

    ⏲ 2 min
  3. Junte a cebola, a abobrinha e o cogumelo, refogue rapidamente, depois despeje o caldo de anchova e leve à fervura.

    ⏲ 3 min
  4. Quando ferver, coloque o tofu macio às colheradas, em pedaços grandes, e tempere com o molho de soja para sopa e o camarão salgado. Não mexa — mantenha o tofu em coalhos macios.

    ⏲ 5 min
  5. Assim que ferver de novo, junte a cebolinha e quebre o ovo no centro.

    ⏲ 1 min
  6. Desligue o fogo, regue com um fio de óleo de gergelim e sirva na própria panela, ainda borbulhando, com arroz quente.

Variações

  • Sundubu de frutos do mar: Troque a carne de porco por vôngoles, camarão e lula, para um caldo mais limpo.
  • Sundubu de kimchi: Refogue kimchi azedo picado junto, para um toque mais ácido.
  • Versão suave: Dispense o gochugaru para um caldo claro que as crianças possam comer.
  • Sundubu com perila: Misture semente de perila moída para um final sedoso, com sabor de castanha.

Dicas

  • Cozinhe numa panela de barro (ttukbaegi) para que fique pelando e chegue à mesa ainda borbulhando.
  • Fritar o gochugaru no óleo primeiro faz um óleo de pimenta que aprofunda a cor e o sabor.
  • Não mexa o tofu — coloque-o inteiro às colheradas para que os coalhos macios fiquem intactos.
  • Tempere com camarão salgado para uma profundidade limpa e saborosa.
  • Ponha o ovo por último e deixe a gema mole para escorrer no arroz.
Mais detalhes e os porquês (4)
  • "Não mexa" é uma afirmação sobre um gel, não sobre manusear algo frágil. Quando o tofu coalha, um ácido dá grumos e um sal dá um gel, e depois de firme uma rede rasgada não se junta de novo. O sundubu é esse gel sem nada espremido dele, então cada coalho que a colher quebra é água liberada no caldo que não pode ser recuperada.
  • O que o coloca na ponta oposta de um mesmo material em relação ao mapo tofu e ao dubu-jorim. O mapo empurra a frigideira em vez de mexer porque seu tofu é um bloco com a água espremida; o dubu-jorim espreme ainda mais e doura uma face nele. Aqui não há bloco para proteger — o coalho nunca saiu do estado em que se formou, e a colher é a única coisa que pode desfazê-lo.
  • O ttukbaegi é equipamento, não louça. O barro sem esmalte demora para esquentar e demora para soltar o calor, e é por isso que este ensopado ainda está fervendo quando chega à mesa (controle do fogo). É nesse calor acumulado que o ovo, posto por último, cozinha, então "deixe a gema mole" é uma descrição de até onde a panela vai levá-lo, não uma ordem para parar antes.
  • Fritar o gochugaru primeiro é a regra da solubilidade em gordura, não um truque de cor. O aroma e o pigmento vermelho se dissolvem na gordura e não na água (despertando as especiarias), então a pimenta misturada ao caldo fica nos flocos, enquanto a pimenta que recebe óleo primeiro se espalha por tudo o que o óleo toca.

Os fundamentos por trás deste prato

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