Buuz (bolinhos de carneiro no vapor)

Foto: Mizu basyo · CC BY-SA 3.0

Buuz (bolinhos de carneiro no vapor)

O bolinho no vapor da Mongólia, recheado apenas com carneiro e cebola. Sem legumes e com bastante gordura, um bolsão de caldo se forma lá dentro enquanto cozinha no vapor — e é por isso que a primeira mordida pede cuidado. As famílias fazem às centenas para o Tsagaan Sar, o ano-novo lunar.

Ingredientes

4porções
  • Para a massa
  • Farinha de trigo · Um pouco de farinha para pão deixa a massa mais elástica400 g
  • Água · Morna200 ml
  • Sal1 colher de chá
  • Para o recheio
  • Carne de carneiro moída · Pelo menos 20% de gordura; carne bovina também serve500 g
  • Gordura de carneiro ou bovina · Picada fino — é daqui que vem o caldo80 g
  • Cebola · Picada bem fino1 média
  • Alho · Picado4 dentes
  • Sal1.5 colher de chá
  • Pimenta-do-reino · Moída grosseiramente1 colher de chá
  • Cominho em pó · Opcional; usado no oeste do país0.5 colher de chá
  • Água ou caldo · Para soltar o recheio60 ml
  • Para servir
  • Óleo · Para untar a panela a vapor
  • Picles · Ao lado, para cortar a gordura

Modo de preparo

  1. Misture o sal à farinha e vá juntando a água morna aos poucos até obter uma massa firme. Ela deve estar firme o bastante para não grudar nas mãos — massa mole rasga no vapor.

    ⏲ 15 min
  2. Cubra a massa e deixe descansar pelo menos 30 minutos. Sovar e descansar são trabalhos diferentes: o descanso relaxa o glúten para que a massa pare de encolher quando você abre.

    ⏲ 30 min
  3. Misture a carne moída com a gordura picada, a cebola, o alho, o sal, a pimenta e o cominho, juntando a água aos poucos e mexendo sempre no mesmo sentido. Não acrescente nenhum outro legume — repolho ou nirá transformam o recheio no bolinho de outro país.

    ⏲ 10 min
  4. Enrole a massa num cilindro, corte pedaços do tamanho de uma castanha e abra cada um num disco de 8–9 cm, mais grosso no centro e fino na borda. Um centro fino deixa o caldo vazar.

    ⏲ 25 min
  5. Coloque uma colher cheia de recheio sobre um disco e faça pregas na borda, todas no mesmo sentido, fechando de modo a deixar um pequeno furo no alto. Fechado por completo também serve, mas a pequena abertura é a forma mongol mais comum.

    ⏲ 40 min
  6. Unte o fundo e as grades da panela a vapor. Sem untar, a massa gruda e rasga, e todo o caldo se perde.

    ⏲ 3 min
  7. Arrume os buuz sem que se toquem e cozinhe em vapor forte por 15–20 minutos. Estão prontos quando a massa fica translúcida e estufa um pouco.

    ⏲ 20 min
  8. Sirva na hora. Morda um pequeno furo na lateral e beba o caldo primeiro — mordendo direto, o suco quente espirra. É o mesmo truque do xiaolongbao.

    ⏲ 2 min

Variações

  • Khuushuur: o mesmo recheio numa trouxa maior e achatada, frita em pouco óleo em vez de cozida no vapor. A comida do festival de Naadam, e irmão do buuz.
  • Bansh: feito bem menor e colocado na sopa, ou até no chá com leite. Mesma massa, mesmo recheio, em miniatura.
  • Com carne bovina: se o carneiro for forte demais para você, use carne bovina moída — mas acrescente gordura extra à parte, senão não haverá caldo.
  • Um pouco de batata: cozinhas da cidade às vezes rendem o recheio com um pouco de batata em cubinhos. Não é a versão tradicional.
  • Cozido em água em vez de no vapor: a fervura lava os sucos, então, se for cozinhar na água, faça logo um prato de sopa.
  • Os parentes: mandu, guioza, xiaolongbao e pierogi são todos da mesma família. O que distingue o buuz é que nenhum legume vai no recheio, e a massa é grossa.

Dicas

  • Sem legumes. Repolho, nirá ou alho-poró soltam água, diluem os sucos e, acima de tudo, deixam de ser buuz. Cebola e alho são a lista completa.
  • Massa firme, e deixe descansar. Massa mole se rompe no vapor, e não pule os 30 minutos — o motivo está em Massa e glúten.
  • Abra o centro mais grosso. Os rompimentos acontecem na base, não nas pregas. Um centro fino não aguenta o peso do caldo.
  • Unte a panela a vapor. Um buuz grudado rasga o fundo quando você o levanta e perde tudo o que tem dentro.
  • Não amontoe. Buuz que se tocam se fundem num só. Deixe um dedo de distância entre eles.
  • No Tsagaan Sar as famílias fecham centenas, às vezes mil, e cozinham uma leva no vapor cada vez que chegam convidados. Congelar não é atalho aqui; é como o prato funciona.
Mais detalhes e os porquês (2)
  • Não retire a gordura. O caldo de dentro não é gelatina nem caldo de carne — é gordura derretida. Carne magra dá bolinhos secos e sem suco. Se a carne moída for magra, acrescente gordura picada fino à parte.
  • Congelar é o jeito normal de guardá-los. Congele espaçados, passe para um saco e cozinhe no vapor direto do congelador (acrescente cinco minutos). Descongelada, a massa fica molhada e gruda — veja Congelar e descongelar.

Os fundamentos por trás deste prato

Fundamentos da cozinha →

Escrita com IA · Tradução com IA (original em inglês) · como revisamos · Histórico de edições