Meat pie australiana (tortinha de carne)

Foto: philip.mallis · CC BY-SA 2.0

Meat pie australiana (tortinha de carne)

A tortinha individual nacional da Austrália: carne moída cozida num molho encorpado, colocada numa massa crocante e assada até dourar. Folhada por fora, saborosa e suculenta por dentro. Com massa comprada pronta fica fácil em casa — sirva com ketchup, do jeito australiano de verdade.

Ingredientes

4porções
  • Carne moída500 g
  • Cebola · em cubos1
  • Caldo de carne1.5 xícaras
  • Ketchup2 colher de sopa
  • Molho inglês1 colher de sopa
  • Farinha de trigo · para engrossar2 colher de sopa
  • Óleo1 colher de sopa
  • Sal e pimenta-do-reino · a gosto
  • Massa
  • Massa podre · para a base, comprada pronta1 folha
  • Massa folhada · para a tampa, comprada pronta1 folha
  • Ovo batido · para pincelar1

Modo de preparo

  1. Aqueça o óleo e refogue a cebola; depois junte a carne moída e doure.

    ⏲ 6 min
  2. Polvilhe a farinha, junte o caldo, o ketchup e o molho inglês e cozinhe em fogo baixo até engrossar. Tempere e deixe esfriar.

    ⏲ 8 min
  3. Aqueça o forno a 200C/400F. Forre forminhas de muffin ou de torta com a massa podre e recheie com a carne já fria.

    ⏲ 3 min
  4. Cubra com tampas de massa folhada, aperte as bordas para selar, faça um corte em cada uma e pincele com ovo batido.

    ⏲ 3 min
  5. Asse a 200C/400F até a massa ficar dourada e estufada, 25-30 minutos.

    ⏲ 30 min
  6. Deixe amornar um pouco, tire das forminhas e sirva com ketchup.

    ⏲ 5 min

Variações

  • Carne e queijo: coloque queijo sobre o recheio.
  • Torta de curry: misture curry em pó ao recheio.
  • Sausage rolls: enrole o mesmo recheio em massa folhada formando rolinhos.
  • Party pies: faça-as pequenas, em tamanho de uma mordida.

Dicas

  • Deixe o recheio esfriar por completo antes de rechear, para a massa não ficar encharcada.
  • Cozinhe o recheio até ficar espesso, para não vazar e cortar limpo.
  • Base de massa podre e tampa de massa folhada é a combinação clássica.
  • Faça um corte na tampa para o vapor escapar e ela crescer por igual.
  • Sirva quente com ketchup, do jeito australiano.
Mais detalhes e os porquês (4)
  • Duas massas, porque a parte de cima e a de baixo enfrentam condições opostas. A massa folhada só cresce enquanto as camadas de manteiga continuam separadas, e qualquer coisa úmida ou morna as faz desabar (massa e glúten) — então ela vai onde nada a toca, na tampa. A base fica encostada no molho por vinte e cinco minutos e precisa sair da forma inteira; a massa podre não tem camadas a perder. O pasty da Cornualha se vira com uma só massa para os dois lados justamente porque nada úmido vai dentro dele.
  • O corte é o oposto de furar a massa. O mil-folhas fura a folha inteira para impedir que a massa folhada cresça, e observa que, sem os furos, "o vapor se acumula no ponto mais fraco e levanta só esse ponto numa cúpula". Aqui o crescimento é desejado, então há exatamente um furo, e ele atravessa a tampa para soltar o vapor do recheio. Duas fontes de vapor, uma retida e outra liberada.
  • Espesso o bastante para não migrar. Reduzir o molho não é questão de textura na boca: um molho ralo encharca a massa podre por dentro, e nenhum forno seca uma base por baixo. A farinha vai sobre a carne moída já dourada antes de qualquer líquido, então cozinha na gordura em vez de chegar como uma pasta diluída (espessar).
  • E é por isso que a base não é pré-assada. A quiche firma a casca antes porque um creme líquido é despejado nela. Este recheio chega frio e já espesso, então a base só precisa segurá-lo, e uma forma de metal conduzindo calor direto para a massa podre faz o resto. O bife Wellington enuncia a regra do resfriamento com clareza: recheio morno derrete a massa com a mesma certeza que recheio úmido.

Os fundamentos por trás deste prato

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