Pancit bihon (bifum salteado)

Foto: Ralff Nestor Nacor · CC BY-SA 4.0

Pancit bihon (bifum salteado)

Um macarrão salteado filipino em que o bifum fino de arroz é amolecido em água fria e depois finalizado numa quantidade medida de caldo bem temperado, que ele bebe até a última colherada. Não há panela de água fervente em lugar nenhum, então esse caldo é a única chance de o macarrão pegar tempero — o que faz da quantidade e do sal dele a receita inteira.

Ingredientes

4porções
  • Macarrão
  • bihon · bifum fino de arroz250 g
  • O caldo temperado
  • caldo de frango500 ml
  • molho de soja (shoyu)3 colher de sopa
  • molho de ostra1 colher de sopa
  • molho de peixe1 colher de sopa
  • pimenta-do-reino0.5 colher de chá
  • Para o wok
  • óleo3 colher de sopa
  • alho · picado4 dentes
  • cebola0.5
  • sobrecoxa de frango · ou porco, em tiras200 g
  • camarões · opcional100 g
  • repolho · cortado grosseiramente200 g
  • cenoura · em julienne1
  • vagem · ervilha-torta também serve80 g
  • Para finalizar
  • cebolinha2
  • calamansi · ou limão; espremido à mesa4

Modo de preparo

  1. Deixe o bihon de molho em água fria por 15-20 minutos. Água quente gelatiniza o lado de fora e os fios grudam. Está pronto quando um fio dobra sem quebrar. Escorra bem.

    ⏲ 20 min
  2. Misture o caldo com o shoyu, o molho de ostra, o molho de peixe e a pimenta e tempere por completo agora — um pouco salgado é o certo. Depois disso o macarrão não tem segunda chance.

    ⏲ 3 min
  3. Frite o alho e a cebola no óleo, junte a carne e cozinhe até o ponto. Se usar camarões, retire-os assim que mudarem de cor.

    ⏲ 7 min
  4. Junte a cenoura, depois a vagem, depois o repolho, fritando só até ficarem macios e ainda crocantes, e tire tudo para um prato junto com a carne.

    ⏲ 5 min
  5. Despeje o caldo temperado no wok vazio e deixe ferver.

    ⏲ 3 min
  6. Junte o macarrão demolhado e levante e solte com uma pinça em fogo médio até o líquido quase sumir — 6-8 minutos. Líquido sobrando na panela faz uma sopa de macarrão em vez de um salteado.

    ⏲ 8 min
  7. Volte a carne e os legumes, misture uma vez e espalhe a cebolinha por cima.

    ⏲ 2 min
  8. Sirva com calamansi para espremer à mesa, não na panela.

    ⏲ 1 min

Variações

  • Pancit sotanghon: o mesmo método com macarrão de vidro de feijão-mungo no lugar do de arroz. A quinta dica abaixo trata dessa diferença — um bebe o caldo, o outro só fica coberto por ele.
  • Pancit bihon guisado: o nome completo, do espanhol guisado, “refogado”. O nome registra a ordem do prato: fritar primeiro, despejar o caldo depois.
  • Bihon e canton juntos: muitos cozinheiros misturam meio a meio com macarrão de trigo com ovo. Os dois absorvem em ritmos diferentes, então conte com um pouco mais de caldo.
  • Vegetariano: caldo de legumes temperado com shoyu e a água de demolhar cogumelos. Sem o molho de peixe, o caldo precisa ser temperado com mais decisão, não menos.
  • Para um aniversário: macarrão comprido é comido para ter vida longa, e é por isso que os fios não são cortados.

Dicas

  • Aqui não há panela de água para o macarrão, e isso muda todas as regras. Cozinhar macarrão é escrito em torno de uma panela de água com sal e registra dois pratos em que essa premissa não vale — a pasta e fagioli, em que “ela entra seca, no caldo do feijão”, e o soba, que recebe o tempero depois, do tsuyu. Este é um terceiro: o fio é amolecido em água fria e depois colocado num caldo bem temperado que ele bebe até a última colherada. É cozido absorvendo líquido temperado em vez de água, que é o método sobre o qual cozinhar arroz é construído.
Mais detalhes e os porquês (6)
  • Por que precisa ser água fria é o que o pad thai não diz. Aquela receita só manda deixar de molho em vez de ferver “o macarrão para ele não ficar empapado ao saltear; leve à panela ainda firme.” Eis o motivo: a água fria enche o fio sem gelatinizar o amido, então o macarrão chega ao wok cheio de água e ainda cru, e o cozimento acontece dentro do caldo. Ferva antes e ele chega já cheio de água pura, com o molho ficando do lado de fora.
  • Por isso o caldo precisa estar temperado antes de ser despejado. O mesmo guia tira essa conclusão para a pasta e fagioli — “não há chance depois de temperar o macarrão”, então o líquido precisa estar certo antes de o macarrão encontrá-lo, e “Sal acrescentado depois só deixa o caldo salgado e o macarrão sem gosto.” Vale aqui por outro motivo: lá a massa seca cozinha no caldo, aqui o macarrão demolhado o bebe.
  • A quantidade de caldo é a receita. 500ml para 250g de macarrão é a proporção; mais e vira sopa de macarrão, menos e os fios secam e quebram. O teste mais seguro é o passo seis — passe a pinça pelo fundo do wok e nada deve se acumular atrás dela.
  • O bifum de arroz é o oposto do macarrão de vidro. O yam wun sen aponta a fraqueza do macarrão de vidro numa linha: “Um macarrão de vidro não tem nada na superfície para segurar molho, então um tempero diluído é simplesmente um prato sem graça.” O bifum de arroz é poroso e puxa o líquido para dentro de si, então um caldo ralo e temperado é aqui uma exigência, e não um defeito. É também por isso que o japchae nunca põe o macarrão no caldo e o tempera no óleo.
  • Por que a carne e os legumes saem e voltam. Depois que o caldo está na panela, tudo no wok segue o relógio do macarrão. Seis a oito minutos disso deixam o repolho murcho e os camarões borrachudos. Tirá-los não é comodidade; é como dois tempos de cozimento diferentes ficam separados numa mesma panela.
  • Calamansi à mesa, não na panela. O ácido trabalha contra o sal do shoyu e do molho de peixe (equilibrar sabores), e se for acrescentado durante a fritura, o ácido fica, mas o aroma fresco do calamansi evapora, e a acidez vai para a panela inteira de uma vez. Espremido por cada um, deixa cada pessoa acertar o próprio equilíbrio.

Os fundamentos por trás deste prato

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