Ramen (shoyu)

Foto: Guilhem Vellut · CC BY 2.0

Ramen (shoyu)

O ramen shoyu japonês — um caldo límpido de kombu e bonito temperado com uma 'tare' de molho de soja, macarrão elástico e coberturas de chashu e ovo cozido mole. A estrutura clássica: faça a tare e o caldo separados e junte os dois na tigela.

Ingredientes

2porções
  • Macarrão para ramen fresco · ou seco2 porções
  • Caldo (shoyu)
  • Caldo de frango4 xícaras
  • Kombu · 5cm1 pedaço
  • Flocos de bonito · katsuobushi, opcional1 punhado
  • Cebolinha · para o caldo0.5 talo
  • Alho2 dentes
  • Gengibre2 fatias
  • Tare (tempero)
  • Molho de soja3 colher de sopa
  • Mirin1 colher de sopa
  • Molho de ostra1 colher de chá
  • Açúcar0.5 colher de chá
  • Coberturas
  • Chashu de porco · ou barriga de porco cozida4 fatias
  • Ovos cozidos moles · ajitama2
  • Cebolinha, nori, broto de bambu · a gosto

Modo de preparo

  1. Cozinhe o caldo de frango com o kombu, a cebolinha, o alho e o gengibre em fogo baixo; retire o kombu pouco antes de ferver. Junte o bonito, desligue o fogo, deixe em infusão 5 minutos e coe.

    ⏲ 15 min
  2. Misture a tare (molho de soja, mirin, molho de ostra, açúcar) e coloque 1-2 colheres de sopa no fundo de cada tigela — é o segredo do tempero.

    ⏲ 1 min
  3. Cozinhe os ovos moles com antecedência (6,5 minutos em água fervente), esfrie em água fria e corte ao meio.

    ⏲ 6 min 30 s
  4. Cozinhe o macarrão em água fervente conforme a embalagem, deixando-o um pouco firme.

    ⏲ 2 min
  5. Despeje o caldo quente nas tigelas com a tare e mexa, depois junte o macarrão escorrido.

    ⏲ 30 s
  6. Cubra com o chashu, o ovo mole, a cebolinha, o nori e o broto de bambu e sirva imediatamente — quanto mais quente, melhor.

Variações

  • Ramen de missô: Junte missô à tare para uma tigela encorpada e amendoada, ao estilo de Sapporo.
  • Tonkotsu: Um caldo cremoso e profundo de ossos de porco cozidos longamente.
  • Ramen shio: Uma base de sal no lugar do molho de soja, límpida e limpa.
  • Versão rápida: Caldo de frango pronto mais a tare, em cerca de 30 minutos.
  • Vegano: Dashi de kombu e shiitake com uma tare de molho de soja.

Dicas

  • Fazer a tare e o caldo separados e juntá-los na tigela é a estrutura central do ramen.
  • Não ferva o kombu — retire-o pouco antes de ferver para evitar o amargor.
  • Para o ajitama, 6,5 minutos é o ponto ideal; deixe marinar a noite toda em molho de soja para mais sabor.
  • Cozinhe o macarrão separado do caldo para que a água alcalina do cozimento não o turve.
  • Sirva o caldo bem quente — ele perde o brilho e a gordura endurece à medida que esfria.
Mais detalhes e os porquês (6)
  • Manter a tare separada não é conveniência; é uma resposta à regra do caldo. Um caldo não leva sal, porque um caldo é um ingrediente e não um prato pronto (caldos e fundos) — mas isso só vale quando existe um prato depois. Onde o caldo é um prato, como na ukha, no abgoosht e na blanquette de veau, não existe depois. O caldo do ramen também é o prato e mesmo assim fica sem sal, porque o sal é tirado para um componente separado que o encontra na tigela. Uma única panela de caldo serve então shio, shoyu e missô.
  • O dak-hanmari usa a mesma arquitetura. A panela dele leva frango, água e alho, e todo o tempero acontece no molho de cada comensal. Mesma arquitetura; a diferença é só se o tempero vai para a tigela ou até a mão de quem come.
  • O macarrão é cozido à parte por causa do álcali, não do amido. O kansui deixa a água de cozimento do macarrão de ramen amarela e escorregadia (cozinhar macarrão), e deixar isso entrar no caldo o turva e o deixa levemente amargo. Só o amido poderia ser enxaguado; o macarrão de ramen não é enxaguado, apenas cozido à parte e bem sacudido. E o álcali está na massa de propósito — com pH alto a rede de glúten se estica com muito mais facilidade —, então enxaguar seria tirar de volta o que foi colocado de propósito.
  • "Não ferva o kombu" e o umami do caldo são um só assunto. O glutamato do kombu se multiplica com o inosinato do katsuobushi (construir umami). O que importa aqui é a outra metade: o kombu entrega melhor esse glutamato por volta de 60-70°C, e a fervura arranca junto alginatos, viscosidade e amargor. Retirá-lo pouco antes da fervura protege o teto e o piso ao mesmo tempo.
  • Os 6,5 minutos do ajitama cronometram um gradiente, e não um intervalo entre duas proteínas. O lado da casca está a 100°C enquanto o centro ainda está frio, então o ovo cozinha de fora para dentro (cozinhar ovos — mantenha-o a 68-70°C e só a gema firma). Seis minutos e meio é a janela em que a clara firmou e o centro da gema não; trinta segundos a mais e a parte de fora da gema fica farinhenta. Direto da geladeira, acrescente quinze segundos.
  • O terceiro componente é o óleo aromático. Depois do caldo e da tare, a gordura posta por cima por último carrega aromas que foram cozidos nela — e também tampa a superfície e retarda o resfriamento. É o recurso físico que torna possível o "sirva bem quente".

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