Galbi (costela bovina marinada e grelhada)

Foto: SauceSupreme · CC BY 2.0

Galbi (costela bovina marinada e grelhada)

Costela bovina marinada em shoyu e pera ralada, depois grelhada no carvão ou em ferro fundido. O corte flanken — costela serrada atravessando os ossos — é a forma mais fácil de manusear em casa. Três coisas decidem o resultado: tirar o sangue de molho, o adoçante antes do shoyu e manter o fogo abaixo do máximo, porque a marinada está cheia de açúcar.

Ingredientes

4porções
  • costela bovina (short rib) · corte flanken, serrada atravessando os ossos com 7-8 mm de espessura — peça LA galbi1 kg
  • Para tirar o sangue
  • água fria · o suficiente para cobrir a carne; trocada duas vezes à vontade
  • Marinada — parte ralada, o resto misturado
  • pera asiática · ralada; ou meia maçã0.5 pera
  • cebola · ralada0.5 cebola
  • açúcar · entra antes do shoyu2 colher de sopa
  • mel · xarope de milho ou xarope de ameixa também servem1 colher de sopa
  • molho de soja (shoyu)6 colher de sopa
  • vinho de arroz · se usar mirin, reduza o açúcar para 1 colher de sopa3 colher de sopa
  • óleo de gergelim · misturado por último1 colher de sopa
  • alho · picado2 colher de sopa
  • gengibre · ralado; mais que isso e ele domina0.5 colher de chá
  • cebolinha · parte branca, bem picada1 talo
  • pimenta-do-reino0.5 colher de chá
  • gergelim torrado1 colher de sopa
  • Para servir
  • folhas de alface · para enrolar; folhas de perila junto são ainda melhores20
  • alho · em fatias finas, cru ou grelhado6 dentes
  • ssamjang4 colher de sopa
  • cebolinha · em tiras finas, como salada1 talo

Modo de preparo

  1. Deixe a costela de molho em água fria por 1-2 horas para tirar o sangue, trocando a água quando ficar vermelha — duas vezes basta. Pule isso e a marinada fica turva e a carne guarda um cheiro de fígado na grelha.

    ⏲ 120 min
  2. Seque muito bem e retire a gordura grossa da superfície e qualquer membrana dura. Uma superfície molhada não pega marinada — ela escorrega. Faça cortes rasos nas partes mais grossas da carne.

  3. Rale a pera e a cebola numa tigela e dissolva primeiro o açúcar e o mel. O shoyu primeiro firmaria as proteínas da superfície antes de a doçura conseguir entrar — é por isso que existe uma ordem.

  4. Misture o shoyu, o vinho de arroz, o alho, o gengibre, a cebolinha e a pimenta, e junte o óleo de gergelim por último. O óleo colocado cedo reveste a carne e barra todo o resto.

  5. Despeje a marinada sobre a costela, massageie com as mãos, cubra e leve à geladeira de quatro horas a uma noite. As enzimas da pera continuam trabalhando, então não passe de 24 horas — além disso a carne fica farinhenta.

  6. Sacuda o excesso de marinada antes de a carne ir ao fogo. O que pinga cai no carvão ou na frigideira, queima primeiro e volta como amargor e fumaça.

  7. No carvão, espere as brasas ficarem cobertas de cinza; numa frigideira de ferro fundido, aqueça em fogo médio-alto. Não use o fogo máximo — o açúcar da marinada escurece antes de a carne cozinhar.

  8. Grelhe um lado por 2-3 minutos, até as bordas tostarem, então vire e dê mais 2-3 minutos. Com 7-8 mm, esse é o cozimento inteiro. Vire no máximo duas vezes.

    ⏲ 3 min
  9. A carne junto ao osso é a que cozinha mais devagar, então no final apoie o lado do osso contra o fogo por mais uns 30 segundos.

    ⏲ 30 s
  10. Corte em pedaços de uma mordida com tesoura. Não reaproveite a marinada que sobrou — carne crua ficou nela. Sirva com a alface, o alho, o ssamjang e a salada de cebolinha.

Variações

  • Galbi de porco: a mesma marinada em costelinha de pescoço de porco. Mais gordura, então reduza um pouco a doçura, e cozinhe mais — quatro a cinco minutos de cada lado.
  • Saeng-galbi: sem marinada, só sal. Põe em evidência a qualidade da própria carne, a mesma premissa do asado.
  • Tteok-galbi: carne da costela picada, moldada em bolinhos achatados e grelhada. Permite usar aparas mais duras e é mais fácil para crianças comerem.
  • Kiwi ou abacaxi como amaciante: enzimas muito mais fortes que as da pera. Passados trinta minutos, a carne se desmancha em papa, então use-os muito rapidamente, se usar, e não junto com a pera.
Mais detalhes e os porquês (3)
  • Flanken vs. aberta em manta: o LA galbi é serrado atravessando os ossos, então uma tira mostra vários cortes transversais de osso. O galbi-gui tradicional é aberto ao longo do osso numa única manta comprida e fina. O LA do nome é Los Angeles — os açougueiros de Koreatown começaram a cortar assim porque era o formato que a serra de um açougue americano conseguia produzir. Em casa, o corte flanken é muito mais fácil de manusear.
  • Forno ou air fryer: 220°C, seis a sete minutos de cada lado. Sem fumaça e, curiosamente, com menos problema de açúcar queimado. Os tempos não se transferem diretamente porque a intensidade da radiação é diferente — veja calor seco e calor úmido.
  • Grelhados marinados no carvão em outros lugares: o yakiniku mergulha no molho depois de cozinhar em vez de marinar antes; o bulgogi põe carne magra em fatias finas na mesma família de marinada. O nyama choma e o asado são o extremo oposto — sal e nada mais.

Dicas

  • Óleo de gergelim por último. O óleo bloqueia o caminho por onde viajam os temperos solúveis em água. Ele está ali pelo aroma, e entrar por último também é o que preserva o aroma.
  • Sacuda a marinada antes. A marinada que penetrou é sabor; a marinada escorrendo pela superfície é combustível. Ela queima antes da carne e dá amargor e fumaça preta.
  • Apoie no lado do osso no final. A carne junto ao osso é a última a cozinhar. Trinta segundos com a face cortada do osso contra a grelha igualam o cozimento.
  • Jogue fora a marinada que sobrou. Carne crua ficou nela. Fervê-la o bastante para servir como molho é possível, mas, por esse trabalho, é melhor fazer uma pequena leva nova.
  • Tire as sobras do osso e frite-as com arroz ou misture-as ao japchae. Grelhar de novo queima a marinada uma segunda vez e só sobra amargor (como reaproveitar sobras).
Mais detalhes e os porquês (7)
  • Tirar o sangue de molho é uma etapa do processo, não uma preferência. O sangue do osso turva a marinada e cheira na grelha. Água fria, uma a duas horas, trocada duas vezes. Não use salmoura — o sal firma as proteínas primeiro e sai menos sangue (sal e tempero).
  • O açúcar entra antes do shoyu. É uma ordem antiga nas cozinhas coreanas e há uma razão para ela: o sal chegando primeiro à carne contrai as proteínas da superfície, e a doçura colocada depois não consegue passar por elas (o que o açúcar faz).
  • A pera é um amaciante e um relógio. A protease da pera, da cebola e do kiwi continua trabalhando durante todo o tempo em que a carne descansa, o que impõe um teto à marinada. Vinte e quatro horas é o limite prático; depois disso a carne fica farinhenta, não macia (o que as marinadas fazem).
  • Fogo alto é o inimigo. Açúcar, mel e pera deixam esta marinada doce o bastante para escurecer por volta de 200°C. Como a costela é fina, o fogo médio-alto a cozinha por inteiro mesmo assim, e o fogo máximo só carboniza o lado de fora (grelhar, o dourado).
  • A espessura define o tempo. Com 7-8 mm, são dois a três minutos de cada lado. A costela tem muito tecido conjuntivo, mas nessa espessura cozinhar mais não é a resposta — os métodos longos são o galbijjim e o galbitang (o ponto da carne e o descanso).
  • Os enroladinhos são o equilíbrio. A marinada é doce e salgada e enjoa sozinha. O amargor da alface, a pungência do alho cru e o ácido da salada de cebolinha cortam isso — estrutura, não guarnição (equilibrar o sabor).
  • Marinar e depois congelar funciona. Porcionada e congelada na marinada, a carne continua marinando enquanto descongela — só conte o tempo que ela já passou marinando antes de ir para o congelador (congelar e descongelar).

Os fundamentos por trás deste prato

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